terça-feira, 29 de março de 2011

Embraer disputa com Odebrecht a liderança no mercado de defesa

Companhia, que já comprou a Orbisat em março, tem US$ 200 milhões para investir em ativos neste ano
Ana Paula Machado
A Embraer quer entrar com força total no segmento de Defesa. Após adquirir a divisão de radares da Orbisat no início do mês, a companhia tem planos de fazer novas aquisições e se tornar âncora do segmento no Brasil. O presidente da Embraer, Frederico Curado, avalia que a concentração do negócio de defesa em uma única empresa permite que ela fique menos dependente de decisões e orçamentos governamentais e ganhe mercado fora do país.

“É um modelo de defesa mundial. Em países como Alemanha, Estados Unidos e França, há uma empresa que nucleia todo o segmento. E a Embraer tem toda a expertise para desempenhar esse papel no Brasil. Dará mais estabilidade para a operação e não estará tão exposta a restrições no orçamento”, afirma Curado. A Embraer começou sua ofensiva no mercado de defesa com a compra da Orbisat, mas perdeu a corrida para a aquisição de 50% do controle da Mectron, fabricante de mísseis, para a Odebrecht. “Isso não vai nos desviar de nossa intenção de ser uma empresa líder no setor de Defesa no Brasil.Omercado é livre”, diz o executivo
A companhia ainda está no páreo para a aquisição da Atech, que é especializada em sistemas de defesa. Foi a Atech que desenvolveu o SpinOff do programa Sistema de Vigilância da Amazônia( SIVAM), e tem trabalhado em desenvolvimento de sistemas de comando e controle (C2), assim como de Controle de Tráfego Aéreo com trabalhos realizados no exterior.

O pesquisador do Instituto de economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Marcos Barbieri, avalia que a tendência é que haja dois grandes conglomerados na área de defesa no Brasil, tendo a Embraer e a Odebrecht, que está construindo os submarinos para a Marinha Brasileira, como principais concorrentes. “Estamos no meio do processo de consolidação do setor.”
Para ele, a Embraer está seguindo os passos de seus grandes concorrentes internacionais, que depois de se consolidarem como grandes provedores de soluções na área de Aeronáutica se voltaram para o negócio de Defesa. Já a Odebrechet é uma empresa na área de grandes obras e, segundo o pesquisador, faz todo o sentido que ela se una a outras companhias de defesa, uma vez que o negócio implica tambémgrandes obras. “Além disso, é uma empresa com fôlego econômico para investimentos”, diz Barbieri.

Investimentos No total, a Embrar planeja investir US$ 500 milhões em2011, sendo US$ 200 milhões incluindo os recursos já aplicados na aquisição da Orbisat, e outros US$ 300 milhões em pesquisa e desenvolvimento de produtos. Em2010, os investimentos em ativos somaram US$ 74 milhões, recursos aplicados em uma unidade de peças em Portugal e numa fábrica na Flórida, dedicada à montagem final de jatos executivos. O faturamento em 2010 foi de US$ 5,35 bilhões (R$ 9,38 bilhões). No ano passado, a Embraer apresentou um lucro de R$ 573,6 milhões, uma queda significativa ante os R$ 912,1 milhões de 2009. “O real forte implicou uma queda no lucro líquido”, afirmou Curado.
Para 2011, a Embraer projeta em ativos um crescimento de 5% em sua receita líquida, atingindo US$ 5,6 bilhões. A área de aviação comercial deverá ser responsável por US$ 3,1 bilhões e a aviação executiva por US$ 1,2 bilhão. O negócio de Defesa e Segurança, US$ 600 milhões e Serviços US$ 700 milhões.
A carteira de pedidos da Embraer é robusta. Segundo Curado, a companhia tem US$ 16,6 bilhões em encomendas, total que sustentam o ritmo de produção por três anos. “Nosso desafio para manter a produção é no médio e longo prazo . O mercado aviação está se recuperando, mas alguns grandes consumidores ainda estão em uma fase lenta de recuperação.”

sexta-feira, 18 de março de 2011

A locura de Maumar Kadafi

Como cantava Frank Sinatra em My Way, Muamar Kadafi também sempre fez as coisas do seu jeito. Quando os protestos públicos, ao estilo de Egito e Tunísia, não conseguiram desalojar o líder líbio, eclodiu uma rebelião em escala total que se chocou contra a brutalidade implacável tão familiar aos velhos observadores de Kadafi. A situação da Líbia, que viviam um impasse entre governistas e rebeldes, parece ter se definido em favor do ditador. No momento em que a comunidade internacional aprovava medidas punitivas no Conselho de Segurança da ONU e se perguntava quando e como Kadafi poderá cair, trataremos de derrubar alguns equívocos sobre o caprichoso líder.
1) Kadafi é louco. Dado: Kadafi parece um ditador demente. Ataques homicidas contra seu próprio povo? Confere. Ideologia maluca? Tente ler as digressões incoerentes do seu Livro Verde, seu manifesto dos anos 70. Declarações públicas bizarras? Ouça sua arenga de 90 minutos contra o mundo diante da Assembleia Geral da ONU, em 2009. Acrescente à mistura sua força de segurança só de mulheres, a Guarda Amazônica, e a tenda beduína que ele monta durante suas viagens. As evidências sugerem uma pessoa maluca.
No entanto, Kadafi não conseguiria se manter no poder por tanto tempo num país tão dividido como a Líbia se não fosse um operador político astuto. Ele se adaptou ao longo dos anos, ajustando sua mensagem para agradar eleitorados diferentes com pan-arabismo, pan-africanismo, antiocidentalismo e uma tentativa idiossincrática de socialismo. Ele usou todos os meios a sua disposição para alcançar seu único objetivo: permanecer no poder.
A riqueza do petróleo da Líbia capacita Kadafi a comprar lealdades. Quando a lealdade não pode ser comprada, ele usa a intimidação e a violência para extraí-la - por exemplo, na repressão brutal dos estudantes islâmicos no leste da Líbia nos anos 90. Ele removeu metodicamente seus inimigos, mantendo os militares fracos, as tribos divididas e os radicais islâmicos temendo pelas próprias vidas. Ele manteve seus inimigos se digladiando em vez de trabalharem juntos para derrubá-lo. Ele chegou a manipular seus próprios filhos, atiçando suas rivalidades, para impedir que um deles se tornasse poderoso demais.
Até o mês passado, Kadafi conseguiu controlar tudo e todos em seu país, enquanto alegava não ter nenhum cargo oficial. O argumento é maluco, mas o homem que o diz tem sido bem-sucedido demais para ser subestimado e considerado um louco.
2) Kadafi lutará até a morte. Depois que o presidente Ronald Reagan chamou Kadafi de "cachorro louco do Oriente Médio", muitos acharam que o ditador morreria antes de deixar o poder. Embora não se deva esperar uma rendição fácil do homem que prometeu enfrentar a rebelião líbia "até a última gota de sangue", o passado de Kadafi sugere que ele é capaz de recuar do precipício.
Após os EUA invadirem o Iraque, em 2003, Kadafi temeu que seu regime pudesse ser o próximo. Ele desistiu então de seu programa de armas nucleares e pagou indenização às famílias das vítimas do atentado em Lockerbie em troca de um fim das sanções comerciais americanas. Se lhe deram terreno antes, por que não agora? Reportagens na mídia árabe sugerem que ele não descartou a possibilidade de deixar o poder em troca de imunidade a perseguições e asilo no exterior para ele e sua família. Uma aposentadoria pacata em Caracas ou Harare não deve ser descartada se os rebeldes ganharem terreno.
3) Mercenários estrangeiros mantêm Kadafi no poder. A coisa não é tão simples e direta. Combatentes dos vizinhos Chade, Níger e também de Síria, Sérvia e Ucrânia acorreram para Kadafi em sua hora de necessidade, mas o apoio central do líder líbio vem de clientelas domésticas, que incluem unidades de forças especiais comandadas por seus filhos, uma segurança interna formidável e a fidelidade de seu próprio grupo tribal, Gaddadfa. Muitos "estrangeiros" da Líbia já vivem há anos no país. Eles vieram do Chade, Mali e Níger ainda nos anos 70 para ingressar na Legião Islâmica de Kadafi.
4) Uma zona de exclusão aérea acabará com Kadafi. É muito improvável. Aliás, o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, e vários generais de peso vacilaram ante o custo e os riscos de destruir as defesas aéreas líbias. De qualquer maneira, os ataques mais significativos do regime contra os rebeldes não têm sido conduzidos por aviões, mas por forças terrestres e helicópteros capazes de se esquivar de uma zona de exclusão aérea. Há também uma realidade diplomática incômoda: não seria fácil uma intervenção obter respaldo na Otan, onde a Turquia é contrária - embora tenha sido aprovada na ONU.
E, mesmo que uma zona de exclusão aérea pudesse derrubar Kadafi, por que o presidente dos EUA, Barack Obama, desejaria estabelecer uma? Os EUA estão cautelosos, temendo uma nova intervenção confusa em um país muçulmano. A menos que Kadafi comece a usar aviões para causar uma matança em massa, uma zona de exclusão aérea pode, quando muito, aplainar o campo de jogo para que os dois lados da guerra civil na Líbia possam lutar de maneira mais igual - e não é Kadafi que está por baixo nessa batalha.
5) Remova Kadafi e os problemas da Líbia serão resolvidos. O regime de Kadafi teve um benefício: manteve unido um país dividido. Sua saída deixará um vácuo de poder. Kadafi fez um serviço tão completo para eliminar sua oposição que não há nada para substituí-lo. Os rebeldes são unidos por pouco mais que seu ódio ao ditador.
Secularistas, monarquistas e até ex-jihadistas batalham ombro a ombro nessa luta. As lealdades tribais complicam ainda mais os esforços para forjar uma frente comum. Todas as facções pedem uma ação internacional para destituir Kadafi, mas estão divididas sobre a forma que essa ação deve tomar.
Só depois que o Conselho Nacional Interino foi estabelecido na cidade de Benghazi tomada pelos rebeldes, em 26 de fevereiro, a oposição a Kadafi começou a se aglutinar. No entanto, isto foi no começo. Durante quase uma semana, o ex-ministro da Justiça Mustafa Abdel-Jalil disputou a liderança do conselho com o advogado Abdel-Hafidh Ghoga.
Jalil só foi confirmado no comando no dia 5. Mesmo se os rebeldes da Líbia conseguirem alcançar a vitória no campo de batalha, a tarefa de construir um movimento nacional numa sociedade dividida serão ainda mais difíceis.

quarta-feira, 16 de março de 2011


Imagem da TV NHK mostra o reator 2 da usina nuclear de Fukushima, que também teve problemas nesta terça-feira
Foto: AFP
O nível de radiação subiu "consideravelmente" na central nuclear de Fukushima 1, onde há um incêndio no reator Nº 4, informou nesta terça-feira o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan. O premiê pediu à população que não saia de casa e que adote medidas de proteção contra a radiação em um raio de 30 km em torno da central nuclear.
"Um incêndio atinge o reator 4 e o nível de radiação subiu consideravelmente", declarou o chefe de governo em mensagem à Nação. "Peço às pessoas em um raio de 20 a 30 km (de Fukushima) que permaneçam dentro de casa ou em seus escritórios", disse o primeiro-ministro.
O governo já havia determinado a saída de mais de 200 mil habitantes da área dentro do raio de 20 km em torno do complexo nuclear. O porta-voz do governo Yukio Edano explicou que o hidrogênio que escapa para atmosfera carrega substâncias radioativas.
"Estamos fazendo o melhor possível para controlar o incêndio", disse Edano, admitindo que o nível de radioatividade medido no complexo nuclear é perigoso para a saúde. "Ao contrário do que ocorria até o momento, agora não há dúvidas de que o nível de radiação pode afetar a saúde de seres humanos" em Fukushima.
Terremoto e tsunami devastam Japão
Na sexta-feira, 11, o Japão foi devastado por um terremoto que, segundo o USGS, atingiu os 8,9 graus da escala Richter, gerando um tsunami que arrasou a costa nordeste nipônica. Fora os danos imediatos, o perigo atômico permanece o maior desafio. Diversos reatores foram afetados, e a situação é crítica em Fukushima, onde existe o temor de um desastre nuclear.
Juntos, o terremoto e o tsunami já deixaram mais de 1,8 mil mortos e dezenas de milhares de desaparecidos. Além disso,s prejuízos já passam dos U S$ 170 bilhões. Em meio a constantes réplicas do terremoto, o Japão trabalha para garantir a segurança dos sobreviventes e, aos poucos, iniciar a reconstrução das áreas devastadas.

Dissuasão

    Dissuasão!!
Dissuasão – A capacidade de dissuasão não significa sempre a de vencer a guerra, mas ao menos a de cobrar um preço superior às vantagens a serem obtidas.

Obviamente a capacidade absoluta de dissuasão são as armas nucleares. Quem as tiver. E meios de lançá-las, jamais será invadido nem pressionado além de certos limites.

Se observarmos com olhar crítico veremos que, a partir da “demonstração” de Hiroshima e Nagasaki, as armas nucleares e políticas foram desenvolvidas mais para garantir a paz do que para ganhar uma guerra. Assim foi o desenvolvimento nuclear da então URSS. Certamente os países nucleares, em alguma vez mantiveram a aberta a opção nuclear, mas sempre contida pela capacidade de revide, mesmo que com menor intensidade.

Até uma disponibilidade mínima fornece garantia de dissuasão nuclear. Israel não sobreviveria nos próximos tempos sem seu armamento atômico, embora provavelmente ele nunca seja usado. Para um estado pequeno como o Paquistão, foi a garantia de paz com a Índia. Para esta a garantia de paz com a China e para a China, de paz, inicialmente com a União Soviética e atualmente com os EUA

A chance paz para o Irã é fazer sua bomba a tempo , e se a Coréia do Norte tiver realmente a bomba, só receberá ataques verbais. 

Nossos governantes falharam em compreender a geopolítica do poder. O Collor foi ignorante ou traidor ao interromper o desenvolvimento do armamento nuclear.O FHC foi certamente traidor ao renunciar unilateralmente. Ao Lula faltou, no mínimo coragem. E a Dilma? Faltará também?

No Ministério da Defesa se comenta que devemos manter a capacidade de dissuasão sem visar um inimigo específico. Caso se refira a capacidade nuclear isto funcionaria, mas na sua ausência é indispensável pensar em como se opor as ameaças existentes. Considerando que nossos vizinhos não nos ameaçam, mas que devemos dissuadir aventuras de países desenvolvidos em busca de nossos recursos naturais, sentimos que 36 caças, mesmo os melhores do mundo, nada significam nesse contexto, mas bons mísseis terra-ar podem influir na dissuasão. Da mesma forma, mesmo com a renovação dos nossos meios flutuantes não causaríamos ano à uma esquadra poderosa, mas submarinos talvez sim. Nas forças de terra, até os melhores tanques do mundo seriam destruídos pelo ar, tão logo aparecessem, mas guerrilhas nas selvas, nos sertões e nas cidades colocariam em cheque uma ocupação.

Pensamento


Há poucas semanas, com o dólar americano em direção ao abismo, especulava-se qual seria a reação dos EUA para garantir os acessos ao petróleo e às matérias primas indispensáveis ao ressurgimento de um parque industrial que suprisse ao menos seu mercado interno, já que internacionalmente ninguém poderia competir com a China.
Os russos foram os primeiros a prever publicamente o uso da maquina militar da OTAN para garantir o petróleo. Isto lhes agradava, pois aliviaria a pressão separatista islâmica em seu próprio território. A China, com o mesmo problema russo, também daria seu beneplácito. Entretanto deve ser lembrada a existência de outros “atrativos” mais a mão, como o nosso pré-sal e os minerais das áreas indígenas.
A onda dos movimentos “por liberdade” nos países do Norte da África e do Oriente Médio trouxe novos dados ainda não muito claros, que devem ser analisados em seus reflexos na disputa entre as potências por espaços e poder, acesso a matérias primas e mercados; cenário permanente nas relações internacionais.
Algumas das conseqüências se tornam evidentes como a tendência de formação de um bloco árabe-islâmico coeso e hostil aos EUA e a Israel. Ainda não está certo se os EUA perderão seus aliados árabes, mas esta é a tendência. Para Israel a situação provavelmente se agravará; mesmo que tivesse cedido na questão palestina, quando estava em posição de força, não teria a paz garantida. Muito menos adiantaria ceder agora.
Os massacres de cristãos em países de maioria muçulmana, se ainda não despertaram a indignação geral, preparam o espírito das massas para uma nova cruzada, que tal como algumas das anteriores, será forjada pelos interesses de diversas nações, quer seja por se sentirem ameaçadas, quer seja para ter acesso ao petróleo.
Esse cenário ainda em ebulição pode afastar temporariamente a ameaça sentida por todos os geopolíticos ao nosso pré-sal e a provocação da secessão das áreas indígenas, pois em véspera de guerra, os EUA tudo farão para conquistar a nossa aliança, ou ao menos a nossa simpatia. O perigoso para nós seria os EUA/OTAN desistirem do Oriente Médio e se concentrarem na América do Sul

Cenário Nacional
Lula deu sorte, ou foi de uma clarividência impar. A política de benefícios sociais, muitas delas exageradas, conseguiram manter a indústria e o comércio em funcionamento, atenuando ou mesmo anulando no País o efeito da crise financeira que atingiu os EUA com reflexos em quase todo o mundo. Aproveitando a situação privilegiada da alta das commodities, em seus dois últimos anos Lula retomou com sucesso o estilo desenvolvimentista dos governos militares e o País pode progredir, apos afastada a paralisante influência de Marina Silva e de seus inconseqüentes seguidores.
Os diversos escândalos pouparam a figura do então presidente, mas atingiram aos quadros do seu partido. Para suceder-lhe, sobrou a Lula apenas a Dilma. Outra vez, parece que acertou. Dilma iniciou agindo com coerência.
Entretanto há uma dívida a pagar, e se essa dívida não se deve exclusivamente ao último governante, nenhum tesouro nacional teria condições de atender ao que Lula tentou, ainda mais com os erros nas prioridades que foram feitos. O preço a pagar a Dilma herdou; ou melhor, nós é que herdamos. Entre estes:
1 – As prioridades erradas – Exemplos: Para prolongar a vida de um aidético deixa-se de salvar 100 maláricos; para tratar um drogado (e quase sempre sem sucesso) se gasta o que deveria ser investido em segurança
2 – O câmbio e os juros errados – A valorização do real acaba com a competitividade da indústria nacional. Os juros – os mais altos do planeta drenam as divisas e as verbas que seriam para a infraestrutura. A enxurrada de dólares entrando no País propicia a compra, por estrangeiros, de usinas, terras e outros bens de raiz, fonte de novos problemas no futuro
3 – Instituições caríssimas e ineficientes – Exemplos: Temos o Congresso, o mais caro do mundo e talvez o mais inútil, e um Judiciário que abre mão de território nacional para minorias inventadas e demonstra opção preferencial pelos malfeitores em detrimento das vítimas, além dos definitivamente distorcidos e nefastos INCRA, FUNAI e o Min. do Meio Ambiente.
4 – A debilidade militar – O descaso de governos anteriores e a nova situação mundial nos colocou em vulnerabilidade, com pequena capacidade de dissuasão.
5 – A exacerbação dos movimentos sociais, como o MST, MAB, indigenismos, movimentos quilombolas e outros, normalmente criados por ONGs estrangeiras, ameaçando dividir o País em pedaços e em segmentos hostis.
6 – A impunidade universal, impedindo os castigos, deixa em desvantagem as pessoas de bem, abalando a disciplina nas Forças Armadas e a educação das crianças.
7 – A valorização do hedonismo, destruindo os valores familiares incluindo a noção de pátria do dever e da honra.

Mas o cenário está evoluindo - A queda do dólar, a ascensão da China e agora as convulsões no mundo árabe trazem novos perigos, mas também novas oportunidades.

A principal ameaça parece ser a econômica, ressaltando a desindustrialização e a compra estrangeira de nossos recursos naturais. A segunda certamente é a militar, em função desses mesmos recursos. A terceira é a ameaça de desagregação nacional. É claro que estas ameaças não são as únicas e estão entrelaçadas

As principais oportunidades são o desenvolvimento dos setores onde seríamos imbatíveis, quer por termos o monopólio da matéria prima (por ex o nióbio e o quartzo), quer por vantagem significativa (agronegócio). Urge diminuir os juros e proteger as empresas nacionais de capital nacional de concorrências com que não possam competir e desenvolver o quanto antes a capacidade militar de dissuasão, sendo a melhor delas a bomba atômica.
Pequenas notícias
A juíza Claudia Maria Bastos Neiva acatou a alegação de que Lamarca não poderia ser beneficiado porque desertou do Exército para entrar na luta armada contra o regime militar e suspendeu a anistia ao desertor.

O dep. Reguffe pretende alterar o Código de Ética da Câmara para que ilícitos anteriores ao mandato possam resultar em punição, aproveitando o caso Jaqueline Roriz. O colegiado estava desacreditado com as últimas pizzas na Câmara.

Roraima continua em ebulição. Além do desagrado dos índios por ver secar sua fonte de alimentação (os arrozeiros), pode vir a ter nova eleição.

Até o Bispo de Jales, Dom Valentini, sabe que o código florestal em vigor, se aplicado inviabilizaria a agricultura nacional
Que Deus guarde a todos vocês